A teoria de gênero nos permite compreender e analisar a atuação das mulheres no campo da luta política. De acordo com teóricas feministas, tais como Joan Scott (1989), Henrieta Moore (1997) e Marilyn Strathern (2006), gênero constitui-se como princípio organizador da vida social, atribuindo papeis, espaços, lugares e posições para as pessoas, para os objetos e para a natureza. É por meio do gênero que nossos sentimentos de ser homem e ser mulher ganham valor moral que orientam nossa ação com as outras pessoas, com os objetos, com o espaço e com o ambiente. Por isso as ideias do que vem a ser homens e mulheres reais variam, consoante sistemas de valores de gênero em contextos específicos, devendo ser culturalmente situadas.