Originalmente publicado na coletânea autoral de poética ativista Interruqciones (2013), pelo selo autônomo La Mondonga Dark, o texto apresenta um diagnóstico ético-político para as práticas feministas do Sul. Em interlocução com figurações da ficção científica, ativistas e pensadories regionais, e expoentes das filosofias pós-estruturalista e queer/cuir, a autora demarca as normatizações impostas pelos feminismos e o movimento LGBTIAP+ institucionalizados. Como contraponto às agendas heterocentradas, higienistas e racistas de securitização neoliberal e essencialização das experiências lésbicas, trans, intersex e das pessoas com deficiência, é proposta uma política de articulações sexo-dissidentes e feminista pró-sexo. De maneira central, ela questiona a postura descritiva assumida pelos estudos de gênero e sexualidade, fornecendo ferramentas teórico-metodológicas para a estruturação de novas tecnologias de subjetivação a partir dos arquivos corpóreos e, à extensão disso, provoca o estremecimento da episteme humanista ocidental e de suas cisões entre ativismo e produção de saberes.