Uma abordagem linguageira do mal-estar

Revista Psicologia e Saúde

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ISSN: 2177-093X
Editor Chefe: Rodrigo Lopes Miranda
Início Publicação: 01/07/2009
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Psicologia

Uma abordagem linguageira do mal-estar

Ano: 2018 | Volume: 10 | Número: 1
Autores: Lucas José Ávila Zaher, Tiago Ravanello
Autor Correspondente: Tiago Ravanello | tiagoravanello@yahoo.com.br

Palavras-chave: psicanálise, cultura, linguagem.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo parte da discussão sobre a concepção freudiana de cultura, para derivar uma perspectiva de oposição entre, de um lado, o desamparo radical da cria humana enquanto uma espécie de medida da condição ética e, de outro, posicionamentos de defesa do reducionismo dos fenômenos psíquicos a determinantes biológicos, naturalistas e/ou fisicalistas, como um modo de escamoteamento do mal-estar daí decorrente. Ao tomar a concepção de cultura como um operador de leitura, o artigo delimita distinções estruturais entre as práticas de reconhecimento do mal-estar por abordagens discursivas – seguindo a orientação de Lacan em seu retorno a Freud – e aquelas que buscam embasamento epistemológico no modelo das ciências da natureza. Como resultado, defendemos que uma delimitação, em termos de linguagem para o mal-estar, implica na condição clínica de sua narratividade e na inclusão de uma concepção de sujeito incompatível com o modelo das ciências da natureza.



Resumo Inglês:

Prison offi cers may suff er from pressures resulti ng from both work organizati on and social phenomena. These factors cause an unfavorable scenario for these professionals work performance, and for their own health. This arti cle examined the relati onship between precarious work conditi ons of prison offi cers of the State of Sergipe and the development of common mental disorders (TMCs), in the Penitenti ary Manoel Carvalho Neto (COPEMCAN) in São Cristóvão (SE). We analyzed 25 prison offi cers between 35 and 60 years of age, all males, via Self Report Questi onnaire (SRQ- 20) and semistructured interviews. We detected the presence of signs of CMD, which can be considered a suscepti bility to illness.



Resumo Espanhol:

Los agentes penitenciarios pueden sufrir presiones decurrentes tanto de la organización del trabajo como de los fenómenos sociales. Estos factores provocan un marco desfavorable tanto para el correcto desarrollo del trabajo de estos profesionales como para su propia salud. Este arơ culo examina la relación entre el trabajo precario del agente penitenciario del Estado de Sergipe y el desarrollo de trastornos mentales comunes (TMCs) decurrentes de las condiciones de trabajo en el Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (COPEMCAN) en la ciudad de São Cristóvão (SE). Se analizaron 25 agentes de seguridad, entre 35 y 60 años de edad, todos de sexo masculino, en los que se verifi có, a través del Self Report Questi onnaire (SRQ- 20) y de entrevistas semiestructuradas, la presencia de señales de TMC, pudiendo considerárseles como propensos a la enfermedad.