A globalização e fatores sociopolíticos, econômicos e educacionais, dentre outros, levam as pessoas a migrar. As mulheres migrantes e as refugiadas enfrentam desafios relacionados ao gênero, como violência, limitações no mercado de trabalho e nas oportunidades educacionais. Aquelas que conseguem ingressar no ensino superior podem enfrentar desafios adicionais na convivência e na permanência no ambiente acadêmico. Nesse cenário, este estudo teve como objetivo refletir sobre a educação como prática da liberdade, a partir das teorias de Paulo Freire e bell hooks, por meio de relatos pessoais de mulheres migrantes e refugiadas, estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Nas narrativas, são observados os principais desafios enfrentados, como falta de entusiasmo e solidão. Também se identifica que apoio e reconhecimento representam elementos essenciais para o bem-estar dessas mulheres, reforçando a ideia de que as ações de acolhimento e a (in)formação para a comunidade universitária que recebe essas mulheres são prementes.