As masculinidades tem sido colocadas em questão no mundo contemporâneo, principalmente a masculinidade tradicional ou hegemônica, historicamente cultuada em nossa sociedade. Uma das arenas na qual essa reflexividade tem sido exercida é o universo dos grupos de homens ou grupos masculinos terapêuticos que tem se constituído como uma nova “casa dos homens” em que a condição masculina tem sido discutida à luz de perspectivas psicologizantes ou espiritualistas. Este artigo aborda esses grupos de forma crítica, questionando, a partir de relatos de pesquisa realizada durante a pandemia, em que medida o problema das desigualdades de gênero – tema associado às agendas feministas – tem conseguido adentrar estas iniciativas dirigidas por eles para eles.