Este trabalho tem como objetivo conhecer situações vivenciadas pelas pessoas transgênera em serviços de saúde e instituições de educação. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa e descritiva que cumpriu as seis fases do estudo de caso concebidas por Yin e investigou pessoas transgêneras maiores de 18 anos. As entrevistas foram realizadas presencialmente e/ou via Google Meet. Os dados coletados foram transcritos na íntegra e analisados segundo análise temática. Resultados: participaram oito pessoas transgêneras, três com ensino médio e quatro cursando ensino superior. O direito ao uso do nome social não é respeitado por profissionais de saúde, apesar de experiência exitosa de acolhimento acontecerem. Em escolas, a dificuldade no uso de banheiros e evasão apresentam-se como maiores dificuldades. Nota-se, em diferentes contextos institucionais, semelhanças nos relatos de transfobia recorrente que afastam essas pessoas na assistência à saúde e educação, contribuindo com o aumento das vulnerabilidades já existentes. Considerações finais: A importância de reconhecer a necessidade de profissionais mais qualificados para a assistência a essas pessoas e suas especificidades, com acolhimento adequado por meio de empatia, se adequa aos princípios do SUS e a ética da atuação profissional.