A longo prazo, a competitividade dos subsistemas territoriais, medida pelos seus benefícios de contexto, precede a competitividade empresarial. Para que isso seja possível, é necessário que uma região disponha de um centro de racionalidade de políticas públicas, onde se realize a convergência e a concertação das opções de política regional no médio e longo prazo. Está, portanto, em causa a governança e a pilotagem do território regional. Vamos, por isso, converter os territórios regionais em subsistemas funcionais operativos, dotados de um actor-rede para a sua governança específica e para levar a bom porto a sua articulação funcional com outros territórios adjacentes. Para operar esta transformação é imperioso voltar a criar capital social e promover a cooperação territorial descentralizada, razão pela qual nós afirmamos o imperativo categórico da construção social dos territórios, a saber, a cooperatividade interna dos territórios e a produção de internalidades como condições da sua competitividade externa.
The regions need a substantial improvement of its territorial competitiveness in order to reach, in long term, a better diversification of its economic and social basis. For that goal, the regions have to create a public policies rationality center on a territorial basis. As far as the territorial governance process is concerned, the regions should develop a new set of territorial experiences at a sub-regional level in order to increase the cooperativeness of its actor-networking. These cooperativeness and networking are the basis for the new social structure and, most important, for the creation of the new social capital of the near future.