Este artigo se dispõe a refletir sobre os contornos da noção de “maternidade consciente”, veiculada no Brasil, sobretudo, a partir dos anos 2000 e junto do ideário do parto humanizado. Decorridas quase duas décadas dos princípios de sua circulação e prática, pareceu-nos interessante descrever os sentidos que tem sido a ela atribuídos pelas próprias mulheres, partindo mais especificamente da reação esboçada plataforma Não me chamo mãe. Esse mapeamento nos permite refletir sobre as relações possíveis entre maternidades e feminismos na contemporaneidade, um enlace nem sempre simples e tampouco nítido. Nesses encontros e desencontros, de diferentes tintas, despontara a relação entre a maternidade e o seu valor econômico ao longo dos tempos. Um aspecto recentemente integrado a leitura feminista do assunto.