PSICOMOTRICIDADE COMO PILAR TERAPÊUTICO NOS TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO: ANÁLISE DE EVIDÊNCIAS ATUAIS

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ISSN: 1982-114X
Editor Chefe: Nelton Anderson Bespalez Corrêa
Início Publicação: 31/01/1997
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde

PSICOMOTRICIDADE COMO PILAR TERAPÊUTICO NOS TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO: ANÁLISE DE EVIDÊNCIAS ATUAIS

Ano: 2026 | Volume: 30 | Número: 2
Autores: José Irineu Gorla, Ingrid Schiavoni Ruela Moraes, Ivaldo Brandão Vieira
Autor Correspondente: José Irineu Gorla | dr.gorla@gmail.com

Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtornos do Neurodesenvolvimento, Psicomotricidade, Intervenção Motora, Autism Spectrum Disorder, Attention Deficit Hyperactivity Disorder, Neurodevelopmental Disorders,

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Os transtornos do neurodesenvolvimento (TNDs), como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC), são frequentemente caracterizados por déficits cognitivos, sociais e comportamentais. Contudo, evidências científicas recentes, especialmente de estudos publicados entre 2024 e 2025, têm sugerido que as disfunções motoras podem ser dimensões intrínsecas e fundamentais desses transtornos, e não apenas comorbidades. Este artigo, configurado como uma revisão narrativa, argumenta que a psicomotricidade, fundamentada na cognição incorporada e apoiada por estudos recentes, pode ser considerada um pilar relevante, e não apenas complementar, no tratamento de indivíduos com TNDs. A intervenção psicomotora, ao focar na relação entre corpo, movimento e mente, oferece uma via terapêutica promissora para aprimorar não apenas as habilidades motoras, mas também as funções cognitivas, o desempenho em atividades diárias e, potencialmente, os sintomas nucleares dos próprios transtornos.



Resumo Inglês:

Neurodevelopmental disorders (NDDs), such as Autism Spectrum Disorder (ASD), Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD), and Developmental Coordination Disorder (DCD), are often characterized by their cognitive, social, and behavioral deficits. However, a growing body of scientific evidence, particularly from studies published between 2024 and 2025, suggests that motor dysfunctions may be intrinsic and fundamental dimensions of these disorders, rather than mere comorbidities. This narrative review argues that psychomotor therapy, supported by a solid theoretical basis in embodied cognition and validated by recent studies, should be considered a relevant pillar, rather than merely complementary, in the treatment of individuals with NDDs. By focusing on the inseparable relationship between body, movement, and mind, psychomotor intervention offers a promising therapeutic pathway to improve not only motor skills but also cognitive functions, performance in daily activities, and potentially the core symptoms of the disorders themselves.



Resumo Espanhol:

Los trastornos del desarrollo neurológico (TND), como el trastorno del espectro autista (TEA), el trastorno por déficit de atención e hiperactividad (TDAH) y el trastorno del desarrollo de la coordinación (TDC), se caracterizan a menudo por déficits cognitivos, sociales y conductuales. Sin embargo, pruebas científicas recientes, especialmente de estudios publicados entre 2024 y 2025, sugieren que las disfunciones motoras pueden ser dimensiones intrínsecas y fundamentales de estos trastornos, y no solo comorbilidades. Este artículo, configurado como una revisión narrativa, argumenta que la psicomotricidad, basada en la cognición incorporada y respaldada por estudios recientes, puede considerarse un pilar relevante, y no solo complementario, en el tratamiento de personas con TND. La intervención psicomotora, al centrarse en la relación entre el cuerpo, el movimiento y la mente, ofrece una vía terapéutica prometedora para mejorar no solo las habilidades motoras, sino también las funciones cognitivas, el rendimiento en las actividades diarias y, potencialmente, los síntomas nucleares de los propios trastornos.