A comemoração do primeiro aniversário da morte do Papa Francisco convida a reavaliar sua contribuição ao diálogo inter-religioso com os muçulmanos. O artigo insere seu legado na trajetória do ensino católico desde Nostra aetate e destaca sua ênfase na cultura do encontro e na fraternidade universal, centrais em Fratelli tutti e no Documento sobre a Fraternidade Humana. Para Francisco, o diálogo é uma vocação ética fundada no reconhecimento, na humildade e na responsabilidade compartilhada. O estudo o coloca em diálogo com al-Kindi, al-Ghazali e Ibn Rushd, cujas filosofias também defendem abertura ao outro. Essa convergência vê a diferença como via para a verdade e a justiça. O texto argumenta que a cultura do encontro oferece recursos para enfrentar a islamofobia e o nacionalismo, propondo um marco normativo capaz de resistir à exclusão e promover uma ordem global mais justa e dialogal.
This article reassesses Pope Francis’s contribution to Catholic–Muslim dialogue on the first anniversary of his death. It situates his legacy within post–Nostra aetate developments and highlights his focus on the culture of encounter and universal fraternity, central to Fratelli tutti and the Document on Human Fraternity. For Francis, dialogue is an ethical vocation grounded in recognition, humility, and shared responsibility. The study places his vision alongside al-Kindi, al-Ghazali, and Ibn Rushd, whose philosophies also affirm openness to the other. Their convergence reframes difference as a path to truth and justice. The article argues that Francis’s approach offers tools to confront islamophobia and nationalism, providing a normative framework to resist exclusion and foster a more just, dialogical global order.