Esse artigo se propõe a refletir sobre a correlação da luta das mulheres dentro dos movimentos de moradia, tendo, como campo de observação, a Ocupação Tereza de Benguela, localizada na zona leste de São Paulo e vinculada ao Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), desenvolvido no período de 2019. Utilizando, como embasamento para o artigo, a fala de liderança da ocupação e entrevista com pesquisadora do movimento, tem-se uma discussão que intersecciona a luta da ocupação com especificidades vivenciadas pelas mulheres e que observa pontos comuns de experiências, proporcionando uma significativa forma de construir uma luta feminina e popular.
This article aims to reflect on the correlation of women's struggle within housing movements, using as a field of observation the Tereza de Benguela Occupation, located in the east zone of São Paulo and linked to the Homeless Workers' Movement (MTST), developed in 2019. Using, as a basis for the article, the speech of the occupation's leadership and an interview with a researcher of the movement, there is a discussion that intersects the struggle of the occupation with specificities experienced by women and that observes common points of experiences, providing a significant way of building a feminine and popular struggle.