O conhecimento científico e suas formas de apropriação social mobilizam o fazer-ser dos sujeitos, conforme a formação imaginária que os constitui. Com isso, descrevemos e interpretamos a forma-conteúdo do termo ‘brilho’, em textos e discursos de rap (rhythm and poetry), por transições de sentido que o formulam, tanto como fenômeno luminoso quanto dizer social. De letras musicais e de audiovisuais de rappers brasileiros, como: o paulista Emicida, a curitibana Karol de Souza e o soteropolitano Baco Exu do Blues, analisamos a produção de sentidos de ‘brilho’, em articulação com o conhecimento científico e outras leituras, indicando possibilidades de discussões interdisciplinares e interculturais para o ensino de ciências. Campo de análise instigante, e em disputa no espaço-tempo escolar, linguagens dissidentes e formações discursivas racializadas desvelam uma urgente função social, na Educação em Ciências: a promoção de equifonias e equipotências étnico-raciais.
Scientific knowledge and its forms of social appropriation shape subjects according to their imaginary formation. With this paper, we aim to describe and interpret the form and the content of the term ‘shine’ in hip-hop songs (rhythm and poetry), through transitions of meaning that articulate it either as a luminous phenomenon or as a sociological saying. Thus, we analyze the term in musical and audiovisual lyrics by Brazilian rappers—i.e.: Emicida, from São Paulo, Karol de Souza, from Paraná, and Baco Exu do Blues, from Bahia—so that we can point out conditions of production of such meanings in conjunction with scientific knowledge and other readings, which provided interdisciplinary and intercultural discussions for science teaching. With this thought-provoking analysis, we conclude that dissident and racialized discursive formations reveal ethnic-racial equiphonies and equipotencies that can be employed as a complementary strategy for Science Education.