Este artigo analisa o Método do Abstrato ao Concreto, herança de Marx para a humanidade, como recurso de grandes potencialidades para pesquisa de fenômenos humano-sociais e não necessariamente vinculado à proposta de transformação de sociedade apresentada por esse economista e filósofo alemão do século 19. Procura esclarecer o leitor não familiarizado com a contribuição desse pensador, que a orientação metodológica que ele oferece à ciência subsiste através dos tempos, adotada por estudiosos de renome, como recurso dos mais fecundos para investigação da realidade e conseqüente construção do conhecimento sobre ela. O texto apresenta também discussão sobre as categorias da universalidade, particularidade e singularidade e a mediação entre elas no processo de caminhar da aparência à essência dos fenômenos, proposta central do referido método.