O artigo aborda a história e a persistência da violência contra a mulher, enraizada na subjugação e opressão ao longo dos tempos. No Brasil e no Uruguai, leis foram criadas com o intuito de reduzir ou acabar com essa violência doméstica. A pesquisa apresentada quantifica homicídios nas cidades de Rivera (Uruguai) e Santana do Livramento (Brasil) nos últimos 5 anos. Utilizando uma abordagem integrada, combina métodos quantitativos e qualitativos para compreender a dinâmica desse fenômeno e contribuir para o desenvolvimento de políticas eficazes de prevenção e combate à violência de gênero. Os resultados revelam uma realidade alarmante, com altos índices de homicídios e violência doméstica em ambos os países. No Brasil, entre os anos pandêmicos de 2020 e 2021, houve 7.691 vidas femininas ceifadas, enquanto no Uruguai, a taxa de homicídios aumentou a cada ano desde 2013. No Rio Grande do Sul, apesar de uma redução gradual nos homicídios, a violência doméstica persiste, com mais de 55 mil casos registrados em 2021. Santana do Livramento demonstra uma leve redução nos casos, mas Rivera apresenta índices ainda mais elevados de violência contra a mulher. Diante desses dados, fica evidenciado a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes que considerem não apenas a punição dos agressores, mas também o fortalecimento de redes de apoio e assistência às vítimas, bem como investimentos em educação e conscientização para promover uma cultura de respeito e igualdade de gênero.
The article addresses the history and persistence of violence against women, rooted in subjugation and oppression throughout the ages. In Brazil and Uruguay, laws have been created with the aim of reducing or ending domestic violence. The research presented quantifies homicides in the cities of Rivera (Uruguay) and Santana do Livramento (Brazil) over the past five years. Using an integrated approach, it combines quantitative and qualitative methods to understand the dynamics of this phenomenon and contribute to the development of effective policies for the prevention and combat of gender-based violence. The results reveal an alarming reality, with high rates of homicides and domestic violence in both countries. In Brazil, between the pandemic years of 2020 and 2021, 7,691 women's lives were taken, while in Uruguay, the homicide rate has increased every year since 2013. In Rio Grande do Sul, despite a gradual reduction in homicides, domestic violence persists, with more than 55,000 cases recorded in 2021. Santana do Livramento shows a slight reduction in cases, but Rivera presents even higher rates of violence against women. In light of these data, the urgent need for more effective public policies is evident, which should not only focus on punishing the aggressors but also strengthening support networks for victims and investing in education and awareness to promote a culture of respect and gender equality.