Este trabalho teve como objetivo analisar e registrar a importância da luta antirracista e do letramento racial na Promoção da Igualdade Racial para Educação das Relações Étnico-Raciais, a partir da experiência de dessabores e horrores em uma padaria no bairro Aviário, em Rio Branco-AC, vivenciada pela autora e presenciada pelo autor do texto. Desta forma, a situação-problema que nortearam este estudo foi a seguinte: quais instrumentos podem ser utilizados na luta antirracista e no letramento racial para educação das relações étnico-raciais como forma de enfrentamento à violência, racismo e discriminação racial? Para isso, utilizamos como base teórica-metodológica estudos analisados por Conceição Evaristo (2020), Silvio Almeida (2019), GradaKilomba (2019), Carolina Maria de Jesus (2014), Bárbara Carine Soares Pinheiro (2023), Nilma Lino Gomes (2019), Kabengele Munanga (2015), dentre outro(a)s estudioso(a)s. Reconhecer histórias e culturas africanas e afro-diaspóricas é valorizar as identidades étnico-raciais, compreendendo como potência de emancipação e não de inferiorização; é compreender como o racismo brasileiro rege, a partir de seus tentáculos estruturantes, a vida cotidiana das pessoas e o próprio Estado.
This work aimed to analyze and record the importance of the anti-racist struggle and racial literacy in the Promotion of Racial Equality for the Education of Ethnic-Racial Relations, based on the experience of unpleasantness and horrors in a bakery in the Aviário neighborhood, in Rio Branco-AC, experienced and witnessed by the author of the text. Thus, the guiding research question for this study was: what instruments can beused in the anti-racist struggle and in racial literacy for the education of ethnic-racial relations as a way of confronting violence, racism and racial discrimination? To this end, we used as a theoretical-methodological basis studies analyzed by Conceição Evaristo (2020), Silvio Almeida (2019), Grada Kilomba (2019), Carolina Maria de Jesus (2014), Bárbara Carine Soares Pinheiro (2023), Nilma Lino Gomes (2019), Kabengele Munanga (2015), among other scholars. Recognizing African and Afro-diasporic histories and cultures means valuing ethnic-racial identities, understanding them as a power of emancipation and not of inferiority; it means understanding how Brazilian racism governs, from its structuring tentacles, people's daily lives and the State itself.