A abordagem formativa do erro como estratégia de mitigação da ansiedade acadêmica: mediações para a autonomia

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

A abordagem formativa do erro como estratégia de mitigação da ansiedade acadêmica: mediações para a autonomia

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 3
Autores: Lúcia Aparecida Lopes, Kellen dos Santos Silva Barbosa
Autor Correspondente: Lúcia Aparecida Lopes | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Abordagem formativa do erro, Ansiedade acadêmica, Autonomia, Feedback formativo, Mediação pedagógica

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Esta pesquisa analisa a abordagem formativa do erro no ensino superior como estratégia para mitigar a ansiedade acadêmica e fomentar a autonomia discente. O problema investigado questiona de que maneira o erro, tradicionalmente estigmatizado pela “cultura do acerto”, pode ser transformado em dispositivo de mediação pedagógica. Objetiva-se analisar as interconexões teóricas entre a ressignificação pedagógica do erro e a autonomia discente, discutindo o papel do feedback formativo na redução da ansiedade acadêmica. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa e caráter analítico, fundamentada em referenciais da pedagogia crítica e da avaliação formativa. Os resultados indicam que a cultura do acerto produz ambientes de medo e estados de alerta, intensificando gatilhos emocionais e atitudes de evitação. Em contrapartida, a abordagem formativa do erro, sustentada pelo feedback formativo e pela segurança psicológica, desloca a falha do campo da punição para o da investigação. Conclui-se que o erro deve ser compreendido como dimensão constitutiva e não linear da aprendizagem. Essa transição é fundamental para a saúde mental acadêmica, pois, ao perceber o equívoco como dado de pesquisa, o estudante desenvolve competências autorregulatórias e fortalece o protagonismo intelectual. As implicações práticas sugerem que ambientes educativos colaborativos e dialógicos reduzem a pressão por desempenho e fortalecem a resiliência acadêmica.