Este artigo analisa o papel da agroecologia como práxis pedagógica no contexto do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a partir de uma investigação etnográfica qualitativa realizada em diferentes regiões do Brasil. O estudo baseia-se em trabalho de campo desenvolvido em 2022, incluindo observação participante, visitas a escolas do campo e assentamentos, e interação direta com educadores, militantes e comunidades locais. Dialogando com a perspectiva decolonial, o artigo evidencia como as práticas educativas desenvolvidas nesses contextos contribuem para a construção de formas alternativas de produção de conhecimento, organização social e relação com a natureza. A agroecologia emerge, assim, não apenas como técnica produtiva, mas como dispositivo educativo e político, capaz de promover processos de conscientização, emancipação e construção de uma cidadania ecológica. O artigo discute, ainda, como essas experiências configuram espaços contra-hegemônicos de formação, nos quais se articulam educação popular, justiça social e transição ecológica, contribuindo para o debate contemporâneo sobre Educação do Campo. Os resultados evidenciam que a agroecologia, no contexto do MST, se configura como uma práxis pedagógica capaz de articular formação crítica, justiça socioambiental e produção de formas contra-hegemônicas de conhecimento.
This article analyzes the role of agroecology as a pedagogical praxis within the Landless Rural Workers’ Movement (MST) in Brazil, drawing on a qualitative ethnographic study conducted across different regions of the country. The research draws on fieldwork carried out in 2022, including participant observation, visits to rural schools and settlements, and direct interaction with educators, activists, and local communities. Engaging with a decolonial perspective, the article highlights how educational practices developed in these contexts contribute to the construction of alternative forms of knowledge production, social organization, and relationships with nature. Agroecology thus emerges not only as a productive technique, but also as an educational and political device capable of fostering processes of critical consciousness, emancipation, and the development of ecological citizenship. The article further discusses how these experiences constitute counter-hegemonic spaces of formation, where popular education, social justice, and ecological transition are intertwined, contributing to the contemporary debate on rural education. The findings show that, within the context of the MST, agroecology emerges as a pedagogical praxis capable of articulating critical education, socio-environmental justice, and the production of counter-hegemonic forms of knowledge.
Este artículo analiza el papel de la agroecología como praxis pedagógica en el contexto del Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a partir de una investigación etnográfica cualitativa realizada en diferentes regiones de Brasil. El estudio se basa en un trabajo de campo desarrollado en 2022, incluyendo observación participante, visitas a escuelas rurales y asentamientos, e interacción directa con educadores, militantes y comunidades locales. Dialogando con la perspectiva decolonial, el artículo evidencia cómo las prácticas educativas desarrolladas en estos contextos contribuyen a la construcción de formas alternativas de producción de conocimiento, organización social y relación con la naturaleza. La agroecología emerge así no solo como técnica productiva, sino también como dispositivo educativo y político, capaz de promover procesos de concientización, emancipación y construcción de una ciudadanía ecológica. El artículo discute además cómo estas experiencias configuran espacios contrahegemónicos de formación, en los que se articulan educación popular, justicia social y transición ecológica, contribuyendo al debate contemporáneo sobre la Educação do Campo. Los resultados muestran que, en el contexto del MST, la agroecología surge como una praxis pedagógica capaz de articular la educación crítica, la justicia socioambiental y la producción de formas de conocimiento contrahegemónicas.