O presente artigo apresenta uma pesquisa realizada com três grupos de consumo responsável (GCRs) e duas cooperativas de consumo em torno de suas práticas educativas e de sua relação com o futuro. Tomamos o conceito de realismo capitalista, encontrando pistas de que a participação em empreendimentos de economia solidária articulados pelo consumo pode permitir a experiência de outras possibilidades de realidade, para além da lógica neoliberal a que está submetida nossa atmosfera social e a formação das subjetividades. Foram feitas oficinas e entrevistas, a partir de excertos das quais aqui encontramos elementos sobre uma ética educativa, exercida em contextos formais e não-formais, comprometida também com os não-humanos que compõem as comunidades. Descrevemos tanto a presença da exaustão política, que caracteriza o realismo capitalista, quanto o reconhecimento da importância do fortalecimento de coletividades politicamente engajadas nos grupos.