Objetivo: analisar a ansiedade, qualidade de vida, fatores associados e correlação em estudantes universitários da área da saúde de uma universidade pública. Métodos: estudo transversal, realizado com 372 estudantes de Enfermagem, Medicina, Odontologia, Psicologia, Farmácia e Educação Física. Utilizou-se o Inventário de Ansiedade Traço-Estado e World Health Organization Quality of Life-Bref para avaliar respectivamente a ansiedade e qualidade de vida. Os dados foram analisados por estatística descritiva, testes de inferências e correlação, com nível de significância de 5%. Resultados: observou-se predominância do sexo feminino (72,3%) e prevalência moderada de ansiedade em 56,7% dos participantes. A qualidade de vida apresentou médias globais acima de 60, embora a renda familiar e comorbidades influenciaram significativamente os domínios físico, psicológico e ambiental. Houve correlação negativa forte entre ansiedade e os domínios físico e psicológico. Conclusão: evidenciou-se prevalência de ansiedade moderada e a associação com menor qualidade de vida entre os estudantes universitários da área da saúde. Contribuições para a prática: os resultados podem oferecer subsídios para a implementação de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental e ao fortalecimento do apoio emocional entre acadêmicos.
Objective: to analyze anxiety, quality of life, associated factors, and their correlation among university students in the health field at a public university. Methods: a cross-sectional study conducted with 372 students from Nursing, Medicine, Dentistry, Psychology, Pharmacy, and Physical Education. The State-Trait Anxiety Inventory and the World Health Organization Quality of Life-Bref were used to assess anxiety and quality of life, respectively. Data were analyzed using descriptive statistics, inferential tests, and correlation analysis, with a significance level of 5%. Results: there was a predominance of females (72.3%) and a moderate prevalence of anxiety in 56.7% of participants. Quality of life showed overall mean scores above 60, although family income and comorbidities significantly influenced the physical, psychological, and environmental domains. There was a strong negative correlation between anxiety and the physical and psychological domains. Conclusion: a moderate prevalence of anxiety was observed, along with its association with lower quality of life among university students in the health field. Contributions to practice: the findings may provide support for the implementation of institutional strategies aimed at promoting mental health and strengthening emotional support among students.