O objetivo do presente artigo é esboçar como problema teórico-prático A assim chamada acumulação primitiva como chave hermenêutica à Educação do Campo. Pensar a Educação do Campo na contemporaneidade exige o conhecimento acerca do Brasil. Necessita-se, portanto, compreender a formação do país, desde seu processo de colonização até a Legislação que envolve a propriedade da terra. Para tanto, utiliza-se como procedimento metodológico o materialismo histórico-dialético, o que permitirá um destaque preliminar da propriedade da terra, das relações de trabalho e da educação. Conclui-se que A assim chamada acumulação primitiva, como conceito marxiano, ilumina a compreensão do ambiente em que a Educação do Campo está inserida. A terra e o trabalho são fontes de riquezas exploradas e expropriadas pelo capitalismo. Nesse sentido, há uma relação dialética entre educação, terra e trabalho a ser considerada na Educação do Campo. Demarcar o contexto da Educação do Campo é essencial para ressaltar sua criticidade, sua contextualidade e sua relevância socioeducacional, especialmente, na necessidade de organização popular do campo e do próprio conteúdo científico educacional. Nas circunstâncias atuais, toda Educação está envolvida nas lutas de classes.
The objective of this article is to outline The so-called primitive accumulation as a theoretical-practical problem and a hermeneutic key to understanding Rural Education. Thinking about Rural Education in contemporary times requires knowledge of Brazil’s history. It is therefore necessary to understand the country's formation, from its colonization process to the legislation concerning land ownership. To this end, the methodological approach adopted is historical-dialectical materialism, which allows for a preliminary emphasis on land ownership, labor relations, and education. It is concluded that The so-called primitive accumulation, as a Marxian concept, sheds light on the environment in which Rural Education is situated. Land and labor are sources of wealth that have been exploited and expropriated by capitalism. In this sense, there is a dialectical relationship between education, land, and labor that must be considered in the context of Rural Education. Defining the context of Rural Education is essential to highlight its critical nature, its contextual relevance, and its socio-educational importance, especially regarding the need for grassroots organization in rural areas and the development of scientific educational content. Under current circumstances, all education is entangled in class struggles.
El objetivo del presente artículo es esbozar La así llamada acumulación originaria como un problema teórico-práctico y como clave hermenéutica para la Educación del Campo. Pensar la Educación del Campo en la contemporaneidad exige el conocimiento sobre Brasil. Por lo tanto, es necesario comprender la formación del país, desde su proceso de colonización hasta la legislación relacionada con la propiedad de la tierra. Para ello, se utiliza como procedimiento metodológico el materialismo histórico-dialéctico, lo que permite un énfasis preliminar en la propiedad de la tierra, las relaciones de trabajo y la educación. Se concluye que La así llamada acumulación originaria, como concepto marxiano, ilumina la comprensión del entorno en el que se inserta la Educación del Campo. La tierra y el trabajo son fuentes de riqueza que han sido explotadas y expropiadas por el capitalismo. En este sentido, existe una relación dialéctica entre educación, tierra y trabajo que debe ser considerada en la Educación del Campo. Delimitar el contexto de la Educación del Campo es esencial para resaltar su criticidad, su contextualización y su relevancia socioeducativa, especialmente en la necesidad de organización popular del campo y del propio contenido científico educativo. En las circunstancias actuales, toda educación está implicada en las luchas de clases.