Este estudo analisa as assimetrias territoriais da formação docente stricto sensu no Brasil, considerando as diferenças regionais e a distribuição das titulações entre categorias institucionais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, fundamentada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016; 2017; 2024) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC, 2023), bem como em referenciais teóricos sobre território, especialmente Souza (2000; 2020; 2022) e Santos (1993; 1994). As técnicas de coleta e análise de dados, conforme Gil (2008), baseiam-se em fontes documentais e institucionais. Os resultados evidenciam desigualdades na distribuição da qualificação docente entre regiões e entre os setores público e privado, com maior concentração de titulação em determinadas áreas do país. Conclui-se que essas assimetrias refletem desigualdades estruturais e reforçam a necessidade de aprofundamento de estudos sobre ingresso, permanência e conclusão na pós-graduação stricto sensu, visando subsidiar novas análises e o enfrentamento dessas lacunas.