Introdução: Os transtornos do espectro autista (TEA) correspondem a um grupo de alterações do neurodesenvolvimento caracterizadas por prejuízos na comunicação, na interação social e por padrões de comportamento repetitivos e restritos. Diante do aumento da prevalência de casos, distúrbios maternos da tireoide – como o hipotireoidismo clínico, o hipotireoidismo subclínico e a hipotiroxinemia isolada – vêm sendo investigados como potenciais fatores de risco para o desenvolvimento de TEA, devido ao papel crítico dos hormônios tireoidianos na neurogênese fetal. Objetivo: Investigar se existe ou não associação entre distúrbios tireoidianos maternos e o risco de TEA na progênie. Métodos: Revisão sistemática de literatura com estudos publicados na íntegra, gratuitos, dos últimos 10 anos, nos idiomas português e inglês, retirados das bases de dados Biblioteca Virtual de Saúde, Pubmed, Cochrane e Lilacs. Resultados: A maioria dos estudos evidencia que disfunções tireoidianas maternas, especialmente o hipotireoidismo não controlado, estão associadas a maior risco de TEA. Alguns trabalhos, contudo, não identificaram correlação em disfunções leves. Conclusão: Conclui-se a importância da associação entre a disfunção tireoidiana materna e o nascimento da prole com TEA. Entretanto, percebemos que existe uma carência de estudos na literatura a respeito desse tema, sendo necessário mais pesquisas relacionadas a essa temática, visto que esse assunto é de extrema importância na atualidade.