Introdução: A hipertensão arterial e as dislipidemias são condições de alta prevalência e impacto na saúde pública, associadas a elevado risco de doenças cardiovasculares. Diante disso, a prática regular de atividade física surge como uma estratégia não farmacológica eficaz para prevenção e controle desses distúrbios, promovendo benefícios metabólicos e hemodinâmicos comprovados. Objetivo: Demonstrar os efeitos da atividade física regular no controle da hipertensão arterial e na melhora do perfil lipídico, analisando diferentes modalidades e suas repercussões sobre fatores de risco cardiovasculares. Metodologia: Realizou-se uma revisão de literatura nas bases PubMed e Google Scholar, incluindo estudos publicados entre 2010 e 2025 em português, inglês e espanhol, além de dados disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Foram considerados artigos que abordassem a relação entre atividade física, hipertensão e dislipidemia. Revisão: A literatura evidencia que o exercício físico regular, especialmente o aeróbico e o combinado com resistência, reduz a pressão arterial sistólica e diastólica, melhora a variabilidade pressórica e promove elevação do HDL-C, além de diminuir LDL-C, triglicerídeos e colesterol total. Modalidades como caminhada, corrida e natação apresentam resultados consistentes, e o exercício combinado potencializa efeitos benéficos sobre o sistema cardiovascular e o metabolismo lipídico. Conclusão: A prática contínua e orientada de atividade física constitui ferramenta essencial no manejo não farmacológico da hipertensão arterial e dislipidemias, contribuindo para a prevenção de doenças cardiovasculares e para a promoção da qualidade de vida.