O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência da autopercepção negativa de saúde de adolescentes durante a pandemia de covid-19 e fatores associados. Trata-se de um estudo descritivo de corte transversal, realizado com 287 adolescentes. Foram avaliadas questões referentes à autopercepção de saúde, ao perfil sociodemográfico e aos fatores comportamentais. As razões de prevalência (RP) e os intervalos com 95% de confiança (IC95%) foram estimados por meio de modelos múltiplos de regressão de Poisson. A prevalência de autopercepção negativa de saúde foi observada em 31,0% dos adolescentes. Observou-se que a imagem corporal (RP = 1,14; IC95%:1,05-1,23), a prática de atividade física (RP = 1,12; IC95%:1,03-1,21), a qualidade do sono (RP = 1,17; IC95%:1,08-1,28) e o consumo de frutas (RP = 1,18; IC95%:1,07-1,30) mostraram-se associados à autopercepção negativa de saúde dos adolescentes. Conclui-se que, durante a pandemia de covid-19, foi observada alta prevalência de autopercepção negativa da saúde. Ademais, a insatisfação com a imagem corporal, a prática de atividade física insuficiente, a qualidade do sono ruim e o consumo de frutas afetaram a autopercepção de saúde dos adolescentes.
This study aimed to analyze the prevalence of negative self-perception of health in adolescents during the COVID-19 pandemic and associated factors. This is a descriptive cross-sectional study carried out with 287 adolescents. Questions related to self-perception of health, sociodemographic profile, and behavioral factors were evaluated. Prevalence ratios (PR) and 95% confidence intervals (95%CI) were estimated using multiple Poisson regression models. The prevalence of negative self-perception of health was observed in 31.0% of the adolescents. It was observed that body image (PR = 1.14; 95%CI:1.05-1.23), physical activity (PR = 1.12; 95%CI:1.03-1.21), sleep quality (PR = 1.17; 95%CI:1.08-1.28), and fruit consumption (PR = 1.18; 95%CI:1.07-1.30) were associated with adolescents’ negative self-perception of health. It is concluded that, during the COVID-19 pandemic, a high prevalence of negative self-perception of health was observed. In addition, dissatisfaction with body image, insufficient physical activity, poor sleep quality and fruit consumption affected the adolescents’ self-perception of health.
El objetivo de este estudio fue analizar la prevalencia de autopercepción negativa de la salud en adolescentes durante la pandemia de COVID-19 y factores asociados. Se trata de un estudio descriptivo transversal, realizado con 287 adolescentes. Se evaluaron preguntas relacionadas con la autopercepción de salud, perfil sociodemográfico y factores conductuales. Las razones de prevalencia (RP) y los intervalos de confianza del 95% (IC del 95%) se calcularon mediante modelos de regresión de Poisson múltiples.La prevalencia de autopercepción negativa de la salud se observó en el 31,0% de los adolescentes. Se observó que la imagen corporal (RP = 1,14; IC 95%: 1,05-1,23), la actividad física (RP = 1,12; IC 95%: 1,03-1,21), la calidad del sueño (RP = 1,17; IC 95%: 1,08-1,28) y el consumo de frutas (RP = 1,18; IC95%: 1,07-1,30) se asociaron con la autopercepción negativa de salud de los adolescentes. Se concluye que, durante la pandemia de COVID-19, fue observada una alta prevalencia de autopercepción negativa de la salud. Además, la insatisfacción con la imagen corporal, la actividad física insuficiente, la mala calidad del sueño y el consumo de frutas afectaron la autopercepción de salud de los adolescentes.