Avaliação do risco de quedas em idosos comunitários após atendimento presencial ou por telerreabilitação

Revista FisiSenectus

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ISSN: 23183381
Editor Chefe: Fátima Ferretti
Início Publicação: 20/06/2019
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

Avaliação do risco de quedas em idosos comunitários após atendimento presencial ou por telerreabilitação

Ano: 2023 | Volume: 11 | Número: 1
Autores: André Hillebrand Andriola, Thiago Dipp, Patrícia Martins, Karla Poersch, Murilo Santos de Carvalho, Ana Paula Karolczak
Autor Correspondente: André Hillebrand Andriola | andriola.andre@hotmail.com

Palavras-chave: telerreabilitação, acidentes por quedas. exercício físico.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: A telerreabilitaçãopode reduzir barreiras de acesso à saúde e custos com saúde para a sociedade. As quedas em idosos representam uma causa significativa de hospitalizações, incapacidade e mortalidade, e o exercício físico pode diminuir orisco de quedas.Objetivo:Avaliar oefeito de um protocolo de telerreabilitação no risco de quedas em idosos comunitários, comparado a um grupo com atendimento domiciliar presencial. Metodologia:Ensaio clínico com dois grupos: atendimento presencial domiciliar (GP) e telerreabilitaçãovia ligação de vídeo (GT), seguindo o protocolo OTAGO para prevenção de quedas, que consiste emexercícios de equilíbrio, força e caminhada, durante 10 semanas,2 atendimentos por semana. Coletaram-se dados sociodemográficos, histórico de quedas e fatoresde risco além de testes funcionais e mini-exame do estado mental, pré e pós-intervenção. A análise estatística adotou p<0,05 como nível de significância. Resultados:Participaram 24 idosos, sendo 17 no grupo telerreabilitação (GT) e 7 no grupo presencial (GP). Não se observaram diferenças estatísticas nas características iniciais entre os grupos (p>0,05). Mais de 60% dos participantes relataram quedas nos últimos 12 meses, tanto no GT (64,7%) quanto no GP (66,7%). Não houve diferença significativa nas características de quedas entre os grupos (p>0,05). Houve diferença significativano Teste de Alcance Funcional, em que o GTaumentou em 5,77 centímetros, além de um aumento noTimed Up and Gode4,46sno GP e 1,26no GT, não estatisticamente significante(p<0,05). Conclusão:Ambas as modalidades se mostraram satisfatórias para a melhora do desempenho em testes funcionais relacionados ao risco de quedas.



Resumo Inglês:

Introduction: Telerehabilitation can reduce barriers to healthcare access and healthcare costs for society. Falls in older adults represent a significant cause of hospitalizations, disability, and mortality, and physical exercise can decrease the risk of falls.Objective: To evaluate the effect of atelerehabilitation protocol on the risk of falls in community-dwelling older adults, compared to a group receiving in-person home-based care. Methodology: Clinical trial with two groups: in-person home-based care (GP) and telerehabilitation via video call (GT), following the OTAGO protocol for fall prevention, which includes balance, strength, and walking exercises, for 10 weeks with 2 sessions per week. Sociodemographic data, fall history, and risk factors were collected, along with functional tests and the Mini-Mental State Examination, before and after the intervention. Statistical analysis adopted p<0.05 as the level of significance. Results:Twenty-four older adults participated, with 17 in the telerehabilitation group (GT) and 7 in the in-person group (GP). No statistical differences were observed in the initial characteristics between the groups (p>0.05). More than 60% of participants reported falls in the last 12 months, both in the GT (64.7%) and GP (66.7%). There was no significant difference in fall characteristics between the groups (p>0.05). There was a significant difference in the Functional Reach Test, with the GT increasing by 5.77 centimeters, along with an increase in the Timed Up and Go of 4.46s in the GP and 1.26s in the GT, not statistically significant (p<0.05). Conclusion :Both modalities were satisfactory in improving performance in functional tests related to the risk of falls.



Resumo Espanhol:

Introducción: La telerrehabilitación puede reducir las barreras de acceso a la salud y los costos de atención médica para la sociedad. Las caídas en adultos mayores representan una causa significativa de hospitalización, discapacidad y mortalidad, y el ejercicio físico puede disminuir el riesgo de caídas.Objetivo: Evaluar el efecto de un protocolo de telerrehabilitación en el riesgo de caídas en adultos mayores que viven en la comunidad, en comparación con un grupo que recibe atención domiciliaria presencial.Metodología: Ensayo clínico con dos grupos: atención domiciliaria presencial (GP) y telerrehabilitación mediante video llamada (GT), siguiendo el protocolo OTAGO para la prevención de caídas, que incluye ejercicios de equilibrio, fuerza y caminata durante 10 semanas, con 2 sesiones por semana. Se recopilaron datos sociodemográficos, historial de caídas y factores de riesgo, así como pruebas funcionales y el Mini-Examen del Estado Mental, antes y después de la intervención. El análisis estadístico adoptóp<0,05 como nivel de significancia.Resultados: Participaron 24 adultos mayores, siendo 17 en el grupo de telerrehabilitación (GT) y 7 en el grupo presencial (GP). No se observaron diferencias estadísticas en las características iniciales entre los grupos(p>0,05). Más del 60% de los participantes informaron caídas en los últimos 12 meses, tanto en el GT (64,7%) como en el GP (66,7%). No hubo diferencia significativa en las características de las caídas entre los grupos (p>0,05). Hubo una diferencia significativa en la Prueba de Alcance Funcional, donde el GT aumentó en 5,77 centímetros, junto con un aumento en el Tiempo de Levantarse y Caminar de 4,46 segundos en el GP y 1,26 en el GT, no estadísticamente significativo (p<0,05).Conclusión: Ambas modalidades fueron satisfactorias para mejorar el rendimiento en pruebas funcionales relacionadas con el riesgo de caídas.