A Educação Infantil, especialmente na primeiríssima infância, constitui um campo privilegiado de experiências formativas, no qual o brincar, as artes e as experiências estéticas assumem centralidade nos processos de aprendizagem e desenvolvimento. Este artigo analisa práticas pedagógicas desenvolvidas em Centros de Educação Infantil da cidade de São Paulo, tomando como referência o Currículo da Cidade – Educação Infantil, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A partir de pesquisa bibliográfica, análise documental e reflexão sobre o cotidiano dos CEIs, compreende-se o currículo como prática viva e territorializada, construída nas interações entre crianças, educadores, espaços e contextos urbanos. O texto discute como brincadeiras, ateliês de artes, organização estética dos ambientes e a exploração do território ampliam repertórios culturais, fortalecem vínculos e asseguram o direito das crianças a experiências sensíveis e significativas. Defende-se que tais práticas contribuem para a consolidação de uma Educação Infantil comprometida com a diversidade das infâncias, com a autoria docente e com a construção de propostas pedagógicas democráticas e contextualizadas.