Os tempos atuais, que também podem revitalizar lemas sobre o período histórico do nazismo alemão, como “Tempos sombrios”, trazem complexidades, contradições, negações, antagonismos tanto antigos quanto os chamados pós-modernos. Há problemas tão antigos quanto a história do capital permite encontrar, outros são resquícios do “pensamento escravista” no Brasil – trabalho escravo e racismo – e muitos já acenam para o que talvez seja o cerne do século XXI – diferenciando-o de tudo o que já vimos: a extrema fragmentação social, o nonsense programado para “normalizar” comportamentos antissociais e uma mudança no eixo econômico da expropriação humana, algo que o capitalismo digital reinventou do passado renascentista, os denominados “servos voluntários” (La Boetie, 1986).