Objetivo: analisar a relação entre fatores sociodemográficos e clínicos com a catastrofização da dor crônica em pessoas idosas amazônidas. Métodos: estudo transversal, realizado com 60 pessoas idosas com dor crônica atendidas em uma unidade básica de saúde. Foram coletados dados sociodemográficos e clínicos, usado Short Physical Performance Battery para avaliar o desempenho físico, e aplicado a Escala de Catastrofização da Dor. A análise incluiu estatística descritiva, “teste t” para amostras independentes e “correlação de Pearson”, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: observou-se maior catastrofização da dor entre mulheres, com diferenças nos domínios ampliação e ruminação e no escore total. A idade apresentou correlação negativa com o domínio ampliação. Ter companheiro associou-se à maiores escores de ruminação, enquanto a presença de rede de apoio esteve relacionada a escores mais elevados no domínio ampliação e no escore total de catastrofização. Conclusão: a catastrofização da dor esteve associada a fatores sociodemográficos, com destaque para sexo, idade, presença de companheiro e rede de apoio. Contribuições para a prática: os achados podem orientar o planejamento do cuidado de enfermagem e de intervenções individualizadas no manejo da dor crônica em pessoas idosas, contribuindo para o envelhecimento com qualidade de vida.
Objective: to analyze the relationship between sociodemographic and clinical factors and the catastrophizing of chronic pain in older adults in the Amazon region. Methods: a cross-sectional study was conducted with 60 older adults with chronic pain who were treated at a primary care clinic. Sociodemographic and clinical data were collected; the Short Physical Performance Battery was used to assess physical performance; and the Pain Catastrophizing Scale was administered. The analysis included descriptive statistics, the “t-test” for independent samples, and “Pearson’s correlation,” with a significance level of 5%. Results: higher levels of pain catastrophizing were observed among women, with differences in the magnification and rumination domains and in the total score. Age showed a negative correlation with the magnification domain. Having a partner was associated with higher rumination scores, whereas the presence of a support network was associated with higher scores in the magnification domain and the total catastrophizing score. Conclusion: pain catastrophizing was associated with sociodemographic factors, particularly gender, age, having a partner, and a support network. Contributions to practice: these findings can guide the planning of nursing care and individualized interventions in the management of chronic pain in older adults, contributing to aging with quality of life.