Com a escalada dos ataques na guerra entre Israel e Hamas, estamos presenciando, em tempo real e de forma virtual, a cobertura desse conflito. Diante disso, o presente artigo busca analisar como a mídia hegemônica nacional aborda a guerra, destacando também a influência que os acontecimentos, especialmente no meio digital, exercem sobre essa narrativa. A pesquisa concentrar-se-á na análise de duas edições do Fantástico (oito de outubro e 12 de novembro de 2023): a primeira, logo após o ataque de 07 de outubro, e a segunda, que marca a volta dos palestinos ao Brasil e um mês de guerra. Como metodologia, será utilizada a Análise de Conteúdo. Buscou-se compreender a presença de categorias que ilustrem a percepção dessa cobertura midiática, considerando tanto a construção inicial sem a pressão das mídias digitais, quanto às possíveis influências destas na comunicação dos veículos dominantes após um mês da primeira edição do programa. Ao final, foi possível perceber os dialogismos imagéticos, midiáticos e de abordagens editoriais que o conteúdo sofre a partir do digital, em contraste com a produção da mídia televisiva.