O presente artigo analisou as contribuições da teoria histórico-cultural de Lev Vygotsky para a atuação do professor nos processos de aprendizagem, com ênfase na mediação da Zona de Desenvolvimento Proximal e no papel da linguagem no desenvolvimento cognitivo. Fundamentado em pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, o estudo problematizou de que modo os pressupostos vygotskyanos podem subsidiar práticas pedagógicas mais eficazes diante dos desafios educacionais contemporâneos. Assim, a aprendizagem é compreendida como processo social, mediado e historicamente construído, ocorrendo inicialmente no plano intrapsicológico. Destaca-se que a Zona de Desenvolvimento Proximal orienta o planejamento e a intervenção docente ao valorizar as potencialidades dos estudantes, promovendo avaliação formativa e ações intencionais que impulsionam o desenvolvimento. A linguagem, entendida como instrumento central da mediação simbólica, constitui o pensamento e favorece a construção de conceitos, a autorregulação e a autonomia intelectual. Conclui-se que a teoria de Vygotsky oferece bases para uma prática pedagógica inclusiva, dialógica e comprometida com o desenvolvimento integral dos educandos, reafirmando o papel mediador do professor na organização de experiências significativas.