Este artigo investiga a evolução do exercício do poder e do controle social desde a era pré-moderna até a contemporaneidade do capitalismo de vigilância, destacando a crescente sutileza e abrangência do poder mediado por tecnologias digitais. O estudo adota uma abordagem hipotético-dedutiva e utiliza uma metodologia bibliográfica para explorar como as transformações tecnológicas e socioeconômicas reconfiguraram as dinâmicas de poder e controle. Os resultados confirmam a hipótese de que o poder se tornou menos perceptível e mais integrado ao cotidiano, estendendo-se além dos limites tradicionais do espaço público e privado. Essa nova configuração de poder caracteriza-se por uma vigilância contínua que, apesar de oferecer conveniências, levanta questões críticas sobre privacidade e autonomia individual.