Contextualização:as recentes ameaças à democracia brasileira tornam imperiosa a reflexão sobre o papel das Instituições do Estado brasileiro, principalmente as que integram o sistema de justiça, acerca de suas responsabilidades na defesa do regime democrático. A Defensoria Pública, ao lado do Poder Judiciário e das demais Instituições essenciais do sistema de justiça, se coloca, no texto constitucional, como um dos instrumentos jurídicos de proteção do pluralismo político e da democracia representativa. Objetivo:Busca-se, assim, ao longo deste trabalho, trazer a necessária concretude para o que estabelece o artigo 134, caput, da CRFB/88 que, consoante redação dada pela Emenda Constitucional 80/2014, prevê a Defensoria Pública como “expressão e instrumento do regime democrático”.Método:aponta-se nova perspectiva para o papel defensorial de amicus democratiae, etiquetando legitimações tradicionais e esboçando legitimações não tradicionais da Defensoria Pública, a fim de pensar as possibilidades capazes de inibir eventuais projetos autoritários, que ameacem o sistema político vigente.Conclusões:no campo tradicional, temos, em primeiro plano, a simples representação e defesa de interesses de cidadãos em situação de vulnerabilidade que figurem como partes nas ações judiciais no âmbito da Justiça Eleitoral. Em segundo plano, há papel ainda pouco explorado, no qual a Defensoria se vale da legitimidade ativa no microssistema da tutela coletiva para desempenhar maior protagonismo na garantia do regime democrático.Para além dessas relevantes atuações, o trabalho se refere ao eventual cabimento de a Defensoria Pública, em caráter supletivo, ocupar posições processuais de postulação sancionatória penal em casos de grave violação dos direitos humanos.
Contextualization:the recent threats to Brazilian democracy make it imperative to reflect on the role of Brazilian State Institutions, especially those thatare part of the justice system, regarding their responsibilities in defending the democratic regime. The Public Defender's Office, alongside the Judiciary and other essential institutions of the justice system, is placed, in the constitutional text, as one of the legal instruments for protecting political pluralism and representative democracy.Keywords: Public Defender’s Office; democracy; institutional crisis.Objective:Throughout this work, we seek to bring the necessary concreteness to what is established in article 134, caput, of CRFB/88 which, according to the wording given by Constitutional Amendment 80/2014, provides for the Public Defender's Office as an “expression and instrument of the democratic regime”.Method:a new perspective is pointed out for the defense role of amicus democratiae, labeling traditional legitimations and outlining non-traditional legitimations of the Public Defender's Office, in order to think about the possibilities capable of inhibiting possible authoritarian projects, which threaten the current political system.Conclusions:in the traditional field, we have, in the foreground, the simple representation and defense of the interests of citizens in vulnerable situations who appear as parties to legal actions within the scopeof the Electoral Court. In the background, there is a role that is still little explored, in which the Ombudsman's Office uses active legitimacy in the microsystem of collective protection to play a greater role in guaranteeing the democratic regime. In addition to these relevant actions, the work refers to the possible possibility of the Public Defender's Office, on a supplementary basis, occupying procedural positions of postulating criminal sanctions in cases of serious violation of human rights.
Contextualización:las recientes amenazas a la democracia brasileña hacen imperativo reflexionar sobre el papel de las instituciones del Estado brasileño, especialmente aquellas que forman parte del sistema de justicia, en cuanto a sus responsabilidades en la defensa del régimen democrático. La Defensoría Pública, junto con el Poder Judicial y otras instituciones esenciales del sistema de justicia, se ubica, en el texto constitucional, como uno de los instrumentos jurídicos para proteger el pluralismo político y la democracia representativa.Objetivo:A lo largo de este trabajo se busca dar la necesaria concreción a lo establecido en el artículo 134, caput, de la CRFB/88 que, según la redacción dada por la Enmienda Constitucional 80/2014, prevé la Defensoría Pública como “expresión e instrumento del régimen democrático”.Método:se señala una nueva perspectiva para el rol de defensa del amicus democratiae, etiquetando las legitimaciones tradicionales y esbozando legitimaciones no tradicionales de la Defensoría Pública, con el fin de pensar en las posibilidades capaces de inhibir posibles proyectos autoritarios, que amenazan el sistema político actual.Conclusiones:en el ámbito tradicionaltenemos, en primer plano, la simple representación y defensa de los intereses de los ciudadanos en situación de vulnerabilidad que se presentan como partes en acciones judiciales en el ámbito del Tribunal Electoral. En el fondo, hay un papel aún poco explorado, en el que la Defensoría del Pueblo utiliza su legitimidad activa en el microsistema de protección colectiva para jugar un papel mayor en la garantía del régimen democrático. Además de estas acciones relevantes, el trabajo refiere la posible posibilidad de que la Defensoría Pública, de manera supletoria, ocupe cargos procesales de postulación de sanciones penales en casos de graves violaciones a los derechos humanos.