Determinantes da adesão ao tratamento de quadros crônicos na atenção básica

Revista OWL (OWL Journal)

Endereço:
Campina Grande - PB
Campina Grande / PB
Site: https://www.revistaowl.com.br/
Telefone: (83) 8194-2767
ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Determinantes da adesão ao tratamento de quadros crônicos na atenção básica

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 3
Autores: Ana Clara Siqueira Borja, Cinthia Franklin de Queiroga, Clara Beatriz de Souza Fernandes Xavier, Karollina Kimberly Sales Bustorff Quintão, Layse Galvíncio Dantas, Milena Nunes Alves de Sousa, Mona Lisa Lopes dos Santos Caldas, Elzenir Pereira de Oliveira Almeida, Rui Nobrega de Pontes Filho, Hellen Renatta Leopoldino Medeiros, Cinthia Franklin de Queiroga, José Mateus Bezerra da Graça, Rosa Martha Ventura Nunes, Denisy Dantas Melquíades Azevedo
Autor Correspondente: Ana Clara Siqueira Borja | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Terapêutica, Doenças Crônicas, Atenção Primária à Saúde

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão, representam um grave problema de saúde pública e a baixa adesão ao tratamento compromete os desfechos clínicos. Objetivo: Identificar os determinantes da adesão ao tratamento de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde (APS). Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada em seis etapas metodológicas. A busca de artigos foi realizada em três bases de dados, sendo elas, a PubMed (U.S. National Library of Medicine), LIVIVO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com publicações entre os anos de 2020 e 2025. Utilizou-se os descritores ("Treatmente Adherence” and "Chronic Diseases” and "Primary Health Care"). Após triagem, 19 artigos foram incluídos na análise final. Resultados: Os estudos analisados indicaram que entre os determinantes para a adesão terapêutica têm-se o acolhimento (15,7%; n=3), educação continuada (5,26%; n=1), atuação da equipe multiprofissional (21,05%; n=4), personalização do tratamento (31,57%; n=6), protagonismo do paciente (21,05%; n=4), tecnologia (15,7%; n=3). Para a baixa adesão tem-se barreiras geográficas (10,52%; n=2), fatores socioeconômicos (5,26%; n=1), multimorbidade (5,26%; n=1) e gestão em saúde (5,26%; n=1). Conclusão: Os principais achados indicam que a adesão é favorecida por estratégias como tratamento individualizado, uso de tecnologias (telessaúde, aplicativos), vínculo com profissionais e cuidado centrado na pessoa. O estudo oferece evidências que podem orientar políticas públicas e práticas clínicas na APS. No entanto, foi observado o uso de amostras locais e de condições específicas, o que demonstra uma limitação importante quanto à restrição de estudos amplos e diversificados.