Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão, representam um grave problema de saúde pública e a baixa adesão ao tratamento compromete os desfechos clínicos. Objetivo: Identificar os determinantes da adesão ao tratamento de doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde (APS). Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, estruturada em seis etapas metodológicas. A busca de artigos foi realizada em três bases de dados, sendo elas, a PubMed (U.S. National Library of Medicine), LIVIVO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com publicações entre os anos de 2020 e 2025. Utilizou-se os descritores ("Treatmente Adherence” and "Chronic Diseases” and "Primary Health Care"). Após triagem, 19 artigos foram incluídos na análise final. Resultados: Os estudos analisados indicaram que entre os determinantes para a adesão terapêutica têm-se o acolhimento (15,7%; n=3), educação continuada (5,26%; n=1), atuação da equipe multiprofissional (21,05%; n=4), personalização do tratamento (31,57%; n=6), protagonismo do paciente (21,05%; n=4), tecnologia (15,7%; n=3). Para a baixa adesão tem-se barreiras geográficas (10,52%; n=2), fatores socioeconômicos (5,26%; n=1), multimorbidade (5,26%; n=1) e gestão em saúde (5,26%; n=1). Conclusão: Os principais achados indicam que a adesão é favorecida por estratégias como tratamento individualizado, uso de tecnologias (telessaúde, aplicativos), vínculo com profissionais e cuidado centrado na pessoa. O estudo oferece evidências que podem orientar políticas públicas e práticas clínicas na APS. No entanto, foi observado o uso de amostras locais e de condições específicas, o que demonstra uma limitação importante quanto à restrição de estudos amplos e diversificados.