A pesquisa destaca a discriminação e a transfobia como barreiras estruturais que limitam o acesso dessa população a empregos formais. A evasão escolar, muitas vezes causada pelo preconceito nas instituições de ensino, é um dos principais fatores que impedem a qualificação profissional dessas pessoas, restringindo suas oportunidades de emprego. Mesmo quando inseridas no mercado formal, as pessoas trans são frequentemente excluídas de processos seletivos ou enfrentam ambientes de trabalho hostis e discriminatórios, o que impede seu avanço profissional. Embora existam iniciativas como os programas TransEmpregos e Transcidadania, essas ações ainda são insuficientes para mitigar a exclusão vivida pela população trans. O estudo sugere que a superação dessas dificuldades exige um esforço conjunto entre o governo, a sociedade e o setor privado. É necessário implementar políticas públicas inclusivas, programas educacionais que promovam a diversidade e uma mudança cultural nas práticas empresariais. Apenas através dessas ações será possível garantir uma inclusão mais justa e igualitária das pessoas trans no mercado de trabalho brasileiro.