Disputas de sentido em narrativas institucionais e jornalísticas Diversidade, Equidade e Inclusão na Meta/Facebook em 2017 e 2025

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ISSN: 1807-8583
Editor Chefe: Thais Helena Furtado
Início Publicação: 01/01/1997
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Comunicação

Disputas de sentido em narrativas institucionais e jornalísticas Diversidade, Equidade e Inclusão na Meta/Facebook em 2017 e 2025

Ano: 2026 | Volume: 0 | Número: 56
Autores: Igor Lacerda, Jorgiana Melo de Aguiar Brennand, Ricardo Ferreira Freitas.
Autor Correspondente: Igor Lacerda | igorlacerdasa@gmail.com

Palavras-chave: Meta, diversidade, responsabilidade corporativa, discursos institucionais, análise de narrativas

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este    artigo    analisa    os    posicionamentos    institucionais    do Facebook/Meta sobre diversidade, equidade e inclusão, buscando identificar    os    sentidos    produzidos    por    esses    discursos    e compreender  como  eles  se  configuram  narrativamente  e  são apropriados,    tensionados    e    colocados    em    circulação    por narrativas   jornalísticas   voltadas   a   negócios   e   tecnologia.   O objetivo  é  compreender  como  essas  construções  participam  da produção   de   significância   sobre   políticas   de   diversidade   no ambiente  corporativo  e  digital.  O  corpus  é  composto  porduas notas   institucionais   da   empresa   e   por   quatro   reportagens publicadas  em  dois  veículos  jornalísticos,  um  nacional  (Exame)  e outro internacional (Forbes), referentes aos anos de 2017 e 2025. O  método  adotado  é  a  análise  de  narrativas,  orientada  pela tríplice   mimese,de   Paul   Ricoeur,   de   natureza   qualitativa   e hermenêutica. Os resultados indicam deslocamentos significativos na intriga  corporativa: a diversidade,  anteriormente narrada como valor estratégico central,em 2017, passa a ocupar posição   secundária,   enquanto   a   liberdade   de   expressão   e   a redução     da intervenção institucional se     tornam     eixos organizadores  dos  posicionamentos  da  empresa,  em  2025.  As narrativas    jornalísticas    reorganizam    esses    acontecimentos, enfatizando  críticas,  riscos  e  expectativas, e  reinscrevem  esses sentidos  no  espaço  público  ao  deslocar  o  foco  da  racionalidade técnica  para  as  consequências  sociais,  simbólicas  e  políticas  das mudanças.  Conclui-se  que  tais  transformações  não  se  limitam  a ajustes  operacionais,  mas  integram  um  movimento  mais  amplo de reconfiguração narrativa, no qual se disputam publicamente os sentidos  da  diversidade,  da  responsabilidade  corporativa  e  da governança  do  espaço  digital,  em  um  contexto  atravessado  por disputas políticas e por reposicionamentos ideológicosda própria empresa.



Resumo Inglês:

This article analyzes Facebook/Meta’s institutional positions on diversity, equity, and inclusion, seeking to identify the meanings produced by these discourses and to understand how they are narratively configured and appropriated, contested, and circulated by journalistic narratives focused on business and technology. The objective is to understand how these constructions participate in the production of meaning around diversity policies in corporate and digital environments. The corpus consists of two institutional statements issued by the company and four news reports published in two journalistic outlets, one national (Exame) and one international (Forbes), referring to the years 2017 and 2025. The method adopted is narrative analysis, guided by Paul Ricoeur’s triple mimesis, of a qualitative and hermeneutic nature. The results indicate significant shifts in the corporate plot: diversity, previously narrated as a central strategic value in 2017, comes to occupy a secondary position, while freedom of expression and the reduction of institutional intervention become organizing axes of the company’s positions in 2025. The journalistic narratives reorganize these events, emphasizing criticisms, risks, and expectations, and reinscribe these meanings in the public sphere by shifting the focus from technical rationality to the social, symbolic, and political consequences of the changes. It is concluded that such transformations are not limited to operational adjustments, but are part of a broader movement of narrative reconfiguration, in which the meanings of diversity, corporate responsibility, and the governance of digital space are publicly contested, in a context traversed by political disputes and ideological repositionings on the part of the company itself.