Revista Culturas Midiáticas

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ISSN: 1983-5930
Editor Chefe: Dra. Isabella Chianca Bessa Ribeiro do Valle
Início Publicação: 12/08/2008
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Ciência da informação, Área de Estudo: Comunicação, Área de Estudo: Artes

Do Homem Duplicado à Enemy: adaptação e reinvenção do duplo no cinema

Ano: 2017 | Volume: 10 | Número: 1
Autores: LIRA, Bertrand, MAGALHÃES, Daniel
Autor Correspondente: LIRA, Bertrand | lirabertrand@gmail.com

Palavras-chave: duplo, imaginário, mito, enemy

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A adaptação cinematográfica do romance O homem duplicado, publicado pelo português José Saramago em 2002, trouxe de volta ao cinema o mito do duplo. Em Enemy (2013), somos apresentados a uma história onde arquétipos consagrados no imaginário humano ajudam a compor uma narrativa complexa e enigmática. Deste modo, procuramos estratégias para apreciar o filme não apenas em seus aspectos narrativos, mas sobretudo em seus aspectos simbólicos. Através do viés da psicanálise, este artigo busca desenvolver uma análise fílmica do mito do duplo a partir das teorias do imaginário. Almeja-se que ao final da leitura tenhamos uma dimensão mais precisa da profundidade simbólico-imagética de Enemy tanto enquanto adaptação quanto como obra cinematográfica, com linguagem e estética soberanas.



Resumo Inglês:

 

The film adaptation of the novel The double, published by Portuguese José Saramago in 2002, brought back to the cinema the myth of the double. In Enemy (2013), we are presented with a story where archetypes embodied in human imaginary help to make a complex and enigmatic narrative. Thus, we seek strategies to analyze the movie not only in its narrative aspects but also in the symbolic, which leads us to the field of studies of the human imagery. Through psychoanalysis point of view, this paper seeks to develop a filmic analysis of the myth of the double through the theories of imagery. We hope that at the end of the reading we have a more precise dimension of symbolic-imagetic depth of Enemy both as adaptation and as a cinematographic work, with sovereign aesthetics and language.