O presente artigo evidencia as diversas funções que a agricultura urbana pode cumprir em conjunto com a produção de alimentos (possibilitando segurança alimentar e nutricional), em especial a mitigação de gases de efeitos estufa e adaptação à mudança do clima, contribuindo para ampliar a resiliência das cidades. Os resultados indicam que as agriculturas urbanas podem fomentar a biodiversidade e a agrobiodiversidade, contribuir com a gestão de resíduos orgânicos por meio da compostagem, ser uma forma de combate ao racismo ambiental, tornar-se um instrumento de Educação Ambiental (EA) e de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), proporcionar estabilização de encostas, favorecer a redução do escoamento superficial das águas da chuva (telhados verdes, jardins de chuva), prevenindo inundações, favorecer a manutenção, recuperação ou melhoria dos serviços ecossistêmicos, a exemplo da polinização com a meliponicultora (uso e manejo sustentáveis das abelhas-nativas-sem-ferrão), entre outros, e apoiar a concretização de diversos direitos humanos. Por fim, a conclusão é que, apesar de ser multifuncional, e se relevar como um dos principais instrumentos para a transformação ecológica das cidades, sua potencialidade é imperceptível e se faz necessário um avanço em políticas públicas para a sua manutenção e ampliação, assim como valorização e maior conhecimento de seus potenciais.