O artigo discutiu a educação ambiental como uma política pública para a sustentabilidade do meio no qual se encontra o ser humano, destacando sua relevância nos acontecimentos do século XXI, diante da intensificação da crise climática, dos desastres ambientais e das desigualdades sociais. Essa temática foi apresentada no campo formativo que ultrapassa conteúdos disciplinares, constituindo-se como um compromisso ético, político e pedagógico capaz de promover o protagonismo. O texto evidenciou que a partir dos marcos legais brasileiros, essa temática exigiu da área educacional práticas pedagógicas contínuas, interdisciplinares e integradas ao currículo, rompendo com ações pontuais e comemorativas ainda predominantes em muitas escolas. O artigo argumentou que a efetividade da educação ambiental depende de políticas públicas consistentes, formação docente permanente e participação ativa da comunidade escolar. Entretanto, alguns obstáculos existem para a efetivação do ensino acerca das questões ambientais, entre eles destacam-se: a fragmentação curricular, a ausência de investimentos contínuos e a precariedade das articulações entre o governo, as instituições formadoras e as redes de ensino. Por meio de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, o estudo reforçou que consolidar a educação ambiental como política pública implica reconhecer seu papel estratégico na construção de sociedades sustentáveis, democráticas e mais justas. Defendeu-se, assim, a urgência de modelos educativos que promovam a participação cidadã, autonomia intelectual e responsabilidade coletiva, reafirmando a educação ambiental como eixo fundamental para o enfrentamento da crise ecológica e para o futuro da humanidade.