Este artigo aborda a construção de práticas pedagógicas inclusivas e antirracistas no contexto da Educação Infantil, articulando fundamentos teóricos e experiências do cotidiano escolar. Parte-se do reconhecimento de que o Brasil é marcado por profundas desigualdades étnico-raciais, que se manifestam também nas relações estabelecidas no ambiente educativo desde a primeira infância. O texto discute conceitos como racismo estrutural, branquitude e representatividade, bem como seus impactos nas experiências das crianças. Além disso, propõe a reflexão sobre o cuidado como dimensão central da prática pedagógica, destacando o acolhimento, o colo e a escuta como ações fundamentais para a construção de uma educação comprometida com a equidade. Considera-se, ainda, a criança como sujeito de direitos, ativa e participante de seu processo de aprendizagem, ressaltando seu protagonismo nas relações estabelecidas no cotidiano escolar. Conclui-se que a educação antirracista não se limita à inserção de conteúdos no currículo, mas se concretiza nas relações, nos gestos e nas escolhas cotidianas, contribuindo para a formação de sujeitos em uma perspectiva mais justa e democrática.