Este artigo aborda a educação para a diversidade a partir das práticas pedagógicas da Educação Básica no contexto das relações étnico-raciais. Trata-se de um ensaio teórico que tem como objetivo compreender de que modo a colonialidade estrutura narrativas, currículos e práticas escolares no Brasil, bem como discutir em que medida a educação para a diversidade exige a revisão das matrizes epistemológicas que orientam a práxis pedagógica. A abordagem metodológica fundamenta-se na hermenêutica, orientando o exercício interpretativo dos sentidos presentes nos discursos e nas práticas educacionais, em diálogo intercultural e interepistêmico. Os resultados apontam que a educação para as relações étnico-raciais não se efetiva de forma consistente enquanto o paradigma moderno-colonial permanecer como referência exclusiva dos processos formativos. Conclui-se pela defesa do reconhecimento de outras epistemologias e da construção de práticas educativas comprometidas com a dignidade e a pluralidade dos povos que constituem o Brasil.
This article addresses education for diversity through pedagogical practices in Basic Education within the context of ethnic-racial relations. It is a theoretical essay that aims to understand how coloniality structures narratives, curricula, and school practices in Brazil, as well as to discuss the extent to which education for diversity requires a revision of the epistemological matrices that guide pedagogical praxis. The methodological approach is grounded in hermeneutics, guiding the interpretative exercise of meanings present in educational discourses and practices, in an intercultural and inter-epistemic dialogue. The results indicate that education for ethnic-racial relations cannot be consistently achieved as long as the modern-colonial paradigm remains the exclusive reference for formative processes. The article concludes by advocating the recognition of other epistemologies and the construction of educational practices committed to the dignity and plurality of the peoples that constitute Brazil.
Este artículo aborda la educación para la diversidad a partir de las prácticas pedagógicas de la Educación Básica en el contexto de las relaciones étnico-raciales. Se trata de un ensayo teórico cuyo objetivo es comprender de qué modo la colonialidad estructura narrativas, currículos y prácticas escolares en Brasil, así como discutir en qué medida la educación para la diversidad exige la revisión de las matrices epistemológicas que orientan la praxis pedagógica. El enfoque metodológico se fundamenta en la hermenéutica, orientando el ejercicio interpretativo de los sentidos presentes en los discursos y en las prácticas educativas, en diálogo intercultural e interepistémico. Los resultados señalan que la educación para las relaciones étnico-raciales no se efectiviza de manera consistente mientras el paradigma moderno-colonial permanezca como referencia exclusiva de los procesos formativos. Se concluye defendiendo el reconocimiento de otras epistemologías y la construcción de prácticas educativas comprometidas con la dignidad y la pluralidad de los pueblos que constituyen Brasil.