EDUCAÇÃO ESPECIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS: AVANÇOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A INCLUSÃO ESCOLAR NO BRASIL

Edição de Fevereiro 2026

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ISSN: 2965-9299
Editor Chefe: Dra. Profª Adriana Alves Farias
Início Publicação: 27/02/2026
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação

EDUCAÇÃO ESPECIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS: AVANÇOS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A INCLUSÃO ESCOLAR NO BRASIL

Ano: 2026 | Volume: 8 | Número: 2
Autores: PRISCILA BELEZE RABELLO
Autor Correspondente: PRISCILA BELEZE RABELLO | revistasterritoriosbr@gmail.com

Palavras-chave: Educação Especial; Políticas Públicas; Inclusão Escolar; Direito à Educação; Educação Inclusiva.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A Educação Especial, enquanto modalidade transversal da educação básica, ocupa lugar central nas discussões contemporâneas sobre equidade, justiça social e direito à educação. No contexto brasileiro, a consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão escolar de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação representa um avanço significativo no campo educacional, embora ainda marcada por contradições e desafios estruturais. Este artigo tem como objetivo analisar criticamente a relação entre Educação Especial e políticas públicas no Brasil, considerando seu percurso histórico, os marcos legais, as diretrizes normativas e os impactos na organização dos sistemas de ensino. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter bibliográfico e documental, fundamentada em legislações nacionais, documentos oficiais e produções acadêmicas relevantes da área. A discussão evidencia que, apesar dos avanços normativos, persistem obstáculos relacionados à formação docente, à infraestrutura escolar, à oferta de atendimento educacional especializado e à efetivação de práticas pedagógicas inclusivas. Destaca-se ainda o tensionamento entre modelos segregadores e a perspectiva da educação inclusiva, especialmente no que se refere à implementação das políticas em nível local. Conclui-se que as políticas públicas de Educação Especial, embora alinhadas a princípios internacionais de direitos humanos, demandam maior articulação intersetorial, investimentos contínuos e acompanhamento sistemático para que a inclusão escolar se concretize de forma efetiva, garantindo não apenas o acesso, mas a permanência, a participação e a aprendizagem de todos os estudantes.