O presente artigo discute a educação inclusiva como princípio ético, político e pedagógico voltado à garantia do direito de todos os estudantes ao acesso, à permanência, à participação e à aprendizagem na escola comum. Parte-se da compreensão de que a inclusão não se limita à matrícula de estudantes público da educação especial, mas exige a reorganização das práticas escolares, a eliminação de barreiras, a oferta de apoios e a construção de uma cultura institucional comprometida com a diversidade humana. O objetivo geral é analisar os fundamentos, desafios e possibilidades da educação inclusiva no contexto escolar, considerando a articulação entre legislação, práticas pedagógicas, atendimento educacional especializado, formação docente e gestão democrática. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como pesquisa bibliográfica, fundamentada em autores da área da educação inclusiva e em documentos legais nacionais e internacionais. Conclui-se que a efetivação da inclusão depende de ações planejadas, coletivas e contínuas, capazes de transformar o currículo, a avaliação, os tempos, os espaços e as relações escolares, assegurando que as diferenças sejam reconhecidas como constitutivas do processo educativo.