De acordo com o Censo Escolar 2024, houve um aumento de 44,4% de matrículas de crianças diagnosticadas com TEA entre 2023 e 2024 na Educação Básica. Considerando a aumento significativo de crianças diagnosticadas e pensando na Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica onde recebe essas crianças ainda muito pequenas e assim sem diagnóstico, se fez necessário pesquisas em documentos que nos elucidam quanto as propostas da educação infantil em ofertar atendimento à bebês e crianças de zero a cinco anos de idade assegurando o direito às condições que possibilitem o desenvolvimento integral fazendo uso do brincar, utilizando um ambiente desafiador, estimulante e acolhedor, respeitando as individualidades, relacionando ás teorias construtivista de Jean Piaget, que segundo a qual o desenvolvimento cognitivo ocorre por meio de estágios progressivos sendo eles: sensório - motor (0 a 2 anos) e pré – operatório (0 a 7 anos), relacionando as fases do desenvolvimento ao desenvimento de crianças com sinais do TEA, onde o DSM – V de 2013 define autismo como Transtorno no Espectro Autista – TEA, sua nova versão atualizada em 2022 o DSM – V – TR, compreende o TEA como dificuldade nas interações sociais e comunicativas, deste modo teóricos como Cunha (2010) e Ferrari (2012) entre outros pesquisadores nos esclarecem que desde muito pequenos a maioria dos bebês com TEA já demonstram sintomas, como a falta de olhar direcionado para os responsáveis, podendo ser bebês muitos tranquilos que permanecem por um bom tempo no berço e com o passar dos meses pode-se perceber a dificuldade na comunicação, nos maneirismos com objetos e movimentos repetitivos. Compreendendo a dificuldade na comunicação e na socialização como sintomas mais evidentes durante o desenvolvimento, e a educação infantil por sua vez que faz uso do brincar e do ambiente como promissor para o desenvolvimento, estimulando a comunicação e a socialização através interações, foi investigado pesquisas de Vygotsky(1999) assim como de Vieira (2020) relacionando as propostas da educação infantil com o desenvolvimento das crianças que mostram sintomas de TEA, considerando o brincar como essencial no desenvolvimento das interações sociais e no estímulo da linguagem.