Objetivo: analisar os efeitos da suplementação aguda de cafeína sobre as respostas hemodinâmicas e cardiorrespiratórias durante exercício aeróbico incremental. Métodos: estudo quase-experimental, cruzado e duplo-cego com 10 homens fisicamente ativos (29,4 ± 4,2 anos). Os participantes realizaram um protocolo em esteira (rampa) sob duas condições: cafeína (400 mg) e placebo, com intervalo de sete dias. Foram avaliadas frequência cardíaca, pressão arterial, duplo produto, VO2máx e tolerância ao esforço (estágios). Resultados: a suplementação de cafeína elevou, significativamente, a frequência cardíaca média durante o protocolo (138,76 ± 11,69 vs. 131,33 ± 6,16 bpm; p=0,016) e resultou em maior pressão arterial diastólica no pico do esforço em comparação ao placebo (p=0,029; Δ=8,00 mmHg). Não foram observadas interações significativas para pressão arterial sistólica, duplo produto, VO2máx (p=0,655) ou número de estágios alcançados (p=0,196). Ambas as sessões apresentaram comportamento fisiológico esperado de elevação e recuperação pós-esforço para frequência cardíaca e pressão arterial sistólica. Conclusões: a ingestão aguda de 400 mg de cafeína promoveu maior sobrecarga cardiovascular, evidenciada pelo aumento da frequência cardíaca média e da pressão arterial diastólica no pico do exercício, sem, contudo, traduzir-se em melhora do consumo máximo de oxigênio ou do desempenho funcional em homens ativos.
Objective: to analyze the effects of acute caffeine supplementation on hemodynamic and cardiorespiratory responses during incremental aerobic exercise. Methods: quasi-experimental, crossover, double-blind study with 10 physically active men (29.4 ± 4.2 years). Participants performed a treadmill (ramp) protocol under two conditions: caffeine (400 mg) and placebo, with a seven-day interval. Heart rate, blood pressure, double product, VO2max, and exercise tolerance (stages) were assessed. Results: caffeine supplementation significantly increased mean heart rate during the protocol (138.76 ± 11.69 vs. 131.33 ± 6.16 bpm; p=0.016) and resulted in higher diastolic blood pressure at peak effort compared to placebo (p=0.029; Δ=8.00 mmHg). No significant interactions were observed for systolic blood pressure, double product, VO2max (p=0.655), or number of stages achieved (p=0.196). Both sessions showed the expected physiological behavior of elevation and post-exercise recovery for heart rate and systolic blood pressure. Conclusions: acute ingestion of 400 mg of caffeine promoted greater cardiovascular overload, evidenced by an increase in mean heart rate and diastolic blood pressure at peak exercise, without, however, translating into improved maximum oxygen consumption or functional performance in active men.