Este ensaio propõe uma análise crítica das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sulem 2024, articulando elementos socio ambientais, raciais e políticos às estruturas do capitalismo neoliberal e da colonialidade. O texto problematiza a noção de "desastre natural", compreendendo-a como expressão de processos históricos de espoliação e desigualdade dos “outros” da humanidade. O trabalho reflete sobre o “capitaloceno”, o “de vir negro” e a produção dos outros da humanidade no “olho dos fins de mundo”. O texto nasce de uma tessitura ensaística, que entrelaça análise crítica e sensibilidade da experiência, posicionando a escrita como ferramenta de resistência e disputa de modos de viver, narra reproduzir mundos outros frente às crises fabrica das pelo sistema capitalista-colonial.