Este artigo constitui um recorte de pesquisa de mestrado desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (PROFEI) em um estudo realizado em escola da rede pública no estado de Mato Grosso. A pesquisa investiga o trabalho colaborativo entre professores regentes e o Professor de Apoio Pedagógico Especializado (PAPE) em um cenário de matrículas crescentes que, sem a devida adequação pedagógica, gera a denominada “educação inclusiva retórica”. O objetivo fundamental deste artigo é evidenciar encontros dialógicos como espaços de intervenção direta na prática docente. A metodologia adotada fundamentou-se na abordagem qualitativa do tipo pesquisa-ação, com intervenções realizadas em seis encontros dialógicos ocorridos entre março e setembro de 2025. Baseado no conceito de dialogismo de Bakhtin (2016) e Freire (2008), esses momentos serviram como ambientes de interação, mediação e reflexão coletiva. Os resultados indicam que o diálogo rompe o “celularismo” profissional e ressignifica o PEI, transmutando-o de documento burocrático em orientador prático do cotidiano escolar. O estudo culminou no guia didático-prático “Planejar para Incluir”. Conclui-se que a inclusão exige intencionalidade pedagógica, compromisso ético e gestão ativa do tempo escolar. A construção coletiva de sentidos é essencial para superar o isolamento docente e garantir equidade educativa integral aos estudantes público-alvo da educação especial.