O baixo desempenho dos estudantes em Matemática constitui um dos principais desafios enfrentados pelos sistemas públicos de ensino no Brasil, refletindo-se de forma expressiva nos indicadores educacionais e nas avaliações externas em larga escala. Este artigo discute a relação entre a formação de professores de Matemática e os resultados de aprendizagem dos alunos da rede pública de São Paulo, problematizando como lacunas formativas, concepções pedagógicas e condições institucionais impactam diretamente a qualidade do ensino e o desempenho escolar. Parte-se do pressuposto de que a formação inicial e continuada do professor constitui elemento estruturante da prática pedagógica e fator determinante para a construção de aprendizagens significativas em Matemática. A discussão articula contribuições da Educação Matemática, da formação docente e das políticas públicas educacionais, dialogando com dados de desempenho escolar e com os referenciais curriculares nacionais e municipais. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, com análise da Base Nacional Comum Curricular, das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores, do Currículo da Cidade de São Paulo e de estudos contemporâneos sobre formação docente e dificuldades de aprendizagem em Matemática. Defende-se que a superação do baixo desempenho exige investimento sistemático na formação teórico-metodológica dos professores, fortalecimento da reflexão sobre a prática, reorganização curricular e valorização profissional, além da construção de ambientes de aprendizagem que promovam resolução de problemas, argumentação e pensamento matemático. Conclui-se que a melhoria dos resultados em Matemática depende, em grande medida, da qualidade da formação docente e da capacidade do sistema educacional de articular políticas, currículo e prática pedagógica em favor de uma educação pública mais equitativa, eficaz e socialmente referenciada.