Contextualização:A tensão entre supremacia legislativa e judicial tem sido central no debate constitucional contemporâneo, especialmente quanto à proteção de direitos e ao controle entre poderes. Nesse contexto, os países da Comunidade Britânica desenvolveram modelos intermediários de controle constitucional que buscam conciliar a proteção de direitos com a preservação da autonomia legislativa, fundamentados nas teorias do diálogo institucional. Objetivos:analisaros modelos intermediários de controle constitucional desenvolvidos pela Comunidade Britânica como alternativas à dicotomia entre supremacia legislativa e judicial. Examina-se como esses modelos, por meiode mecanismos inovadores como a cláusula nãoobstante, cláusulas de interpretação e declaração de incompatibilidade, buscam conciliar a proteção de direitos com a preservação da autonomia legislativa. Métodos:O estudo, baseado em pesquisa bibliográfica, parte das teorias do diálogo institucional, que ganharam projeção internacional após o trabalho de Peter Hogg e Allison Bushell em 1997 e influenciaram diversos países, incluindo o Brasil, ondesão citadas pelo Supremo Tribunal Federal desde 2013. Resultados:A análise demonstra que os modelos da Comunidade Britânica representam uma evolução do sistema de Westminster ao concederem algum poder de judicial reviewsem submeter o legislativo à vontade judicial. Conclusões:Embora constituam alternativas viáveis para sistemas de supremacia legislativa, esses modelos não oferecem solução para sistemas de supremacia judicial, exceto se incorporarem mecanismos considerados dialógicos como parte integrante do processo constitucional.
Background:The tension between legislative and judicial supremacy has been central to the contemporary constitutional debate, especially with regard to the protection of rights and control between powers. In this context, the Commonwealth countries have developed intermediate models of constitutional control that seek to reconcile the protection of rights with the preservation of legislative autonomy, based on theories of institutional dialogue.Objectives:To analyze the intermediate models of constitutional control developed by the British Commonwealth as alternatives to the dichotomy between legislative and judicial supremacy. It examines how these models, through innovative mechanisms suchas the non-obstante clause, interpretation clauses and declarations of incompatibility, seek to reconcile the protection of rights with the preservation of legislative autonomy. Methods:The study, based on bibliographical research, starts from the theories of institutional dialog, which gained international prominence after the work of Peter Hogg and Allison Bushell in 1997 and influenced several countries, including Brazil, where they have been cited by the Federal Supreme Court since 2013. Results:The analysis shows that the Commonwealth models represent an evolution of the Westminster system by granting some power of judicial review without subjecting the legislature to judicial will. Conclusions:Although these models are viable alternatives to systems of legislative supremacy, they do not offer a solution to systems of judicial supremacy, unless they incorporate mechanisms considered dialogic as an integral part of the constitutional process.
Antecedentes:La tensión entre supremacía legislativa y judicial ha sido central en el debate constitucional contemporáneo, especialmente en lo que se refiere a la protección de los derechos y al control entre poderes. En este contexto, los países de la Commonwealth han desarrollado modelos intermedios de control constitucional que tratan de conciliar la protección de los derechos con la preservación de la autonomía legislativa, basándose en las teorías del diálogo institucional. Objetivos:Analizar los modelos intermedios de control constitucional desarrollados por la Commonwealth británica como alternativas a la dicotomía entre supremacía legislativa y judicial. Se examina cómo estos modelos, a través de mecanismos innovadores como la cláusula de non-obstante, las cláusulas de interpretación y las declaraciones de incompatibilidad, tratan de conciliar la protección de los derechos con la preservación de la autonomía legislativa. Método:El estudio, basado en la investigación bibliográfica, parte de las teorías del diálogo institucional, que ganaron relevancia internacional después del trabajo de Peter Hogg y Allison Bushell en 1997 y han influido en varios países, entre ellos Brasil, donde han sido citadas por el Supremo Tribunal Federal desde 2013. Resultados:El análisis muestra que los modelos de la Commonwealth representan una evolución del sistema de Westminster al conceder cierto poder de revisión judicial sin someter al poder legislativo a la voluntad judicial. Conclusiones:Aunque estos modelos son alternativas viables a los sistemas de supremacía legislativa, no ofrecen una solución a los sistemas de supremacía judicial, a menos que incorporen mecanismos considerados dialógicos como parte integrante del proceso constitucional.