O objetivo deste artigo, resultado de uma pesquisa de mestrado em avaliação de políticas públicas, é discutir a longevidade no contexto o paradoxo “anos a mais” versus “qualidade desse tempo”, motivação para a Organização Mundial da Saúde (OMS) criar a política do Envelhecimento Ativo (PEA), que ressalta a importância da qualidade de vida, da participação da pessoa idosa na sociedade e em programas sociais. A proposta, contudo, desconsidera que o Estado deve ser o principal garantidor e, apesar das desigualdades sociais, tende a responsabilizar a pessoa idosa e a família por seu bem-estar, o que é conveniente para a hegemonia do capital.
The objective of this article, resulting from a master’s research project in public policy evaluation, is to discuss longevity, which presents the paradox of “More Years” versus “Quality of that time,” a motivation for the World Health Organization to create the “Active Ageing Policy,” which emphasizes the importance of quality of life and the participation of older people in society and social programs. However, the proposal disregards the fact that the State should be the primary guarantor and, despite social inequalities, tends to hold older people and their families responsible for their well-being, which is convenient for the hegemony of capital.