Este artigo tem como objetivo analisar a importância da escuta do aluno na perspectiva da Psicanálise, compreendendo-a como uma prática fundamental para a construção de uma educação mais humanizada e sensível às subjetividades. Parte-se da ideia de que o processo educativo não se limita à transmissão de conteúdos, mas envolve dimensões inconscientes e afetivas que influenciam diretamente a relação do estudante com o saber. A partir das contribuições de Sigmund Freud (1996) e Jacques Lacan (1998), discute-se como o sujeito é constituído por processos inconscientes e pela linguagem, sendo a escuta um meio essencial para reconhecer essas expressões no ambiente escolar. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica que evidencia a escuta como prática ética e pedagógica, capaz de fortalecer vínculos, favorecer a inclusão e contribuir para o desenvolvimento integral do aluno. Conclui-se que escutar o aluno é reconhecer sua singularidade e sua condição de sujeito de desejo no processo educativo.